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Assessor de Trump teria providenciado jato para Flávio Bolsonaro ir aos EUA

A viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos ganhou novos desdobramentos após a divulgação de informações sobre os bastidores de sua chegada ao país. Segundo reportagem do jornal norte-americano The New York Times, confirmada pelo portal Metrópoles, o presidente Donald Trump autorizou a entrada temporária do parlamentar em território norte-americano, enquanto um assessor ligado à Casa Branca teria participado diretamente da organização do transporte, providenciando um jato particular.

O funcionário apontado como responsável pela articulação da aeronave é Jason Miller, assessor de comunicação de Donald Trump. Em contato com o Metrópoles, ele confirmou que participou do plano para levar Flávio Bolsonaro do Brasil aos Estados Unidos. A informação acrescenta um novo elemento à repercussão política da viagem, especialmente pela participação de uma pessoa ligada ao governo norte-americano.

Além da autorização concedida por Trump, outro detalhe chama a atenção: Flávio e os familiares que o acompanhavam entraram nos Estados Unidos por meio do mecanismo migratório conhecido como parole, que permite a permanência temporária de estrangeiros no país em circunstâncias específicas.

A situação também levanta questionamentos sobre os próximos passos do senador em território norte-americano. Segundo fontes ouvidas pelo The New York Times, Flávio deverá solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. A possibilidade de um procedimento acelerado também foi mencionada na reportagem.

O episódio acontece em meio a questionamentos envolvendo os documentos de viagem do parlamentar e investigações relacionadas a suspeitas sobre a arrecadação de recursos para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Jason Miller teria providenciado jato particular para Flávio Bolsonaro

Um dos pontos de maior repercussão da reportagem é a participação de Jason Miller na organização da viagem. O assessor de comunicação ligado a Donald Trump teria sido responsável por providenciar o jato particular utilizado no deslocamento de Flávio Bolsonaro e de seus familiares.

De acordo com as informações divulgadas pelo The New York Times e confirmadas pelo Metrópoles, Miller não teria apenas acompanhado os acontecimentos, mas participado diretamente da articulação para viabilizar o transporte do senador brasileiro.

Ao Metrópoles, o próprio assessor confirmou sua participação no plano para levar Flávio aos Estados Unidos. A informação reforça a existência de uma articulação envolvendo pessoas próximas ao presidente norte-americano.

A presença de um integrante do círculo político de Trump nesse processo acrescenta uma dimensão internacional ao episódio. A viagem já provocava repercussão no Brasil por ter ocorrido em meio a questionamentos sobre os documentos do senador e às medidas solicitadas pelas autoridades brasileiras.

Agora, com a confirmação da participação de Miller, a atenção também se volta para a relação entre integrantes do entorno de Trump e a família Bolsonaro.

É importante destacar que a confirmação da participação do assessor na organização do deslocamento não esclarece, por si só, todos os detalhes financeiros e operacionais relacionados à contratação e ao pagamento da aeronave.

Entrada nos EUA ocorreu por meio de autorização temporária

Outro aspecto importante da viagem é o mecanismo migratório utilizado por Flávio Bolsonaro e seus familiares para entrar nos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, o grupo recebeu autorização por meio do chamado parole, instrumento que permite a entrada ou permanência temporária de estrangeiros em território norte-americano em situações específicas, quando as autoridades consideram que existem razões humanitárias urgentes ou benefícios públicos significativos.

A modalidade não equivale automaticamente a um visto de residência permanente e também não representa concessão de cidadania americana.

No caso de Flávio, a autorização teria sido concedida com o aval de Donald Trump. Na quarta-feira (28/10), o presidente norte-americano confirmou publicamente que o senador havia recebido permissão para entrar no país.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou ao The New York Times que Flávio e os familiares que o acompanhavam passaram pela inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Após os procedimentos, todos foram liberados.

A autorização temporária ganhou destaque porque ocorre em um momento de tensão envolvendo a situação política e jurídica do senador no Brasil. A possibilidade de permanência mais prolongada nos Estados Unidos também passou a ser discutida após a divulgação de informações sobre um possível pedido de green card.

Flávio Bolsonaro poderá solicitar green card e reportagem aponta passaporte cancelado

Uma autoridade norte-americana afirmou ao The New York Times que Flávio Bolsonaro deverá solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos.

Segundo a fonte, o pedido poderá ser processado de maneira acelerada, seguindo um procedimento semelhante ao utilizado por seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que obteve residência permanente em julho de 2026.

Caso seja aprovado, o green card permitirá que Flávio estabeleça residência permanente nos Estados Unidos, respeitando as condições previstas na legislação migratória norte-americana. A autorização temporária concedida por meio do parole, entretanto, não garante automaticamente a aprovação de um futuro pedido.

Outro detalhe divulgado pelo jornal envolve os documentos apresentados pelo senador durante sua chegada ao território norte-americano. A publicação afirmou ter identificado, por meio da análise de registros públicos do governo dos Estados Unidos, indícios de que Flávio teria apresentado um passaporte diplomático brasileiro que já estava cancelado.

A questão dos documentos está relacionada às medidas adotadas pelas autoridades brasileiras nos dias anteriores à viagem.

Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal solicitou que Flávio entregasse seus passaportes no prazo de 24 horas. A medida ocorreu em meio a investigações envolvendo os vínculos do senador com o advogado brasileiro Willer Tomaz, citado em apurações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo jogos de azar on-line.

O senador também é alvo de questionamentos relacionados à arrecadação de recursos para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. O caso envolve suspeitas sobre recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um amplo esquema de irregularidades financeiras.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal norte-americano, como Flávio não teria entregue os documentos até a manhã de terça-feira (27/10), as autoridades brasileiras determinaram o cancelamento dos passaportes e emitiram um alerta migratório para impedir sua saída do país.

A sequência de acontecimentos colocou a viagem no centro de uma discussão que envolve autoridades brasileiras, o governo dos Estados Unidos e integrantes da família Bolsonaro.

Com a confirmação de que Jason Miller participou da organização do jato particular, a autorização concedida por Donald Trump e a possibilidade de um futuro pedido de residência permanente, o caso ganhou novos capítulos.

O que ainda deverá chamar a atenção nos próximos dias é a situação migratória de Flávio nos Estados Unidos, os detalhes sobre a participação de integrantes da equipe de Trump na viagem e os desdobramentos das investigações no Brasil.

Perguntas sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

1. Quem é Jason Miller e por que seu nome apareceu no caso?

Jason Miller é um assessor de comunicação ligado a Donald Trump. Seu nome apareceu porque ele confirmou participação na articulação para levar Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e na organização do jato particular.

2. Eduardo Bolsonaro ajudou a aproximar a família Bolsonaro de Donald Trump?

Eduardo Bolsonaro mantém relações políticas com integrantes do círculo de Donald Trump. A proximidade entre os grupos é frequentemente mencionada em reportagens sobre as relações políticas entre a família Bolsonaro e aliados do presidente americano.

3. O que é necessário para conseguir um green card nos Estados Unidos?

Existem diferentes caminhos para obter residência permanente, incluindo categorias familiares, profissionais e outras modalidades previstas na legislação americana. Cada modalidade possui requisitos próprios e depende de análise das autoridades migratórias.

4. O green card permite que uma pessoa viaje livremente para outros países?

O documento permite que seu titular resida permanentemente nos Estados Unidos, mas viagens internacionais estão sujeitas a regras migratórias, incluindo limites de ausência prolongada e exigências para manter o status de residente permanente.

5. O que pode acontecer com o parole se um pedido de residência permanente não for aprovado?

A autorização temporária possui condições e prazo próprios. Caso não exista outra autorização migratória válida, o beneficiário poderá precisar deixar os Estados Unidos ao término da permanência autorizada, conforme as regras aplicáveis ao caso.