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Lula avança em 97% das cidades e vira o jogo em 213 municípios contra Flávio; VEJA OS NUMEROS

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 trouxe uma mudança expressiva no desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à primeira etapa da disputa. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente reeleito avançou em 96,7% dos municípios brasileiros, ampliando sua vantagem em cidades onde já liderava e reduzindo a diferença em localidades nas quais havia ficado atrás de Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento mostra que Lula avançou em 5.389 municípios e recuou em 182. Além disso, o petista conseguiu inverter o resultado em 213 cidades onde havia sido derrotado no primeiro turno, incluindo duas capitais: Rio de Janeiro (RJ) e Macapá (AP).

Os números ajudam a explicar como o resultado nacional mudou entre as duas etapas da eleição. Embora Flávio Bolsonaro tenha terminado o primeiro turno à frente na votação presidencial, Lula ampliou sua votação e encerrou a disputa com mais de 64 milhões de votos, garantindo a reeleição.

De acordo com a totalização final divulgada pelo TSE, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro terminou com 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.

Lula avançou em 5.389 municípios e reduziu diferenças em milhares de cidades

O desempenho municipal de Lula revela que o avanço ocorreu de duas maneiras diferentes. Em parte dos municípios, o presidente ampliou a vantagem que já tinha sobre o adversário. Em outros, conseguiu diminuir a distância mesmo sem necessariamente conquistar a maioria dos votos.

Segundo os dados divulgados, Lula ampliou sua vantagem em 2.630 cidades nas quais já havia ficado à frente no primeiro turno. Em outras 2.546 localidades, onde havia sido superado por Flávio, o petista reduziu a diferença entre os candidatos.

Somados, esses movimentos ajudam a compreender o avanço registrado em 96,7% dos municípios brasileiros. É importante observar, porém, que avançar em uma cidade não significa obrigatoriamente vencer naquela localidade. O indicador considera a evolução do desempenho eleitoral em relação à primeira votação.

A mudança mais direta aconteceu nos 213 municípios em que Lula passou de derrotado no primeiro turno a vencedor no segundo. Essas localidades representam uma parte importante da virada nacional, embora o resultado presidencial dependa da soma dos votos válidos em todo o país, e não apenas da quantidade de municípios conquistados por cada candidato.

O levantamento também mostra que o desempenho de um candidato pode mudar de maneira significativa entre as duas etapas eleitorais. No intervalo entre os turnos, as campanhas continuam mobilizando apoiadores, buscando eleitores indecisos e tentando ampliar a participação de pessoas que não compareceram anteriormente.

Por isso, a análise municipal oferece uma perspectiva diferente da simples comparação entre os totais nacionais. Ela permite observar onde cada candidato ampliou sua força eleitoral, onde perdeu espaço e em quais localidades houve uma mudança no resultado.

Rio de Janeiro e Macapá estão entre as capitais onde Lula virou o resultado

Entre os municípios em que Lula conseguiu inverter o resultado, duas capitais chamaram a atenção: Rio de Janeiro e Macapá. Nas duas cidades, o petista havia terminado o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, mas passou à frente na votação realizada em 25 de outubro.

No Rio de Janeiro, Lula recebeu 1.524.517 votos no primeiro turno, correspondentes a 43,91% da votação válida na cidade. Flávio, por sua vez, havia conquistado 1.662.354 votos, ou 47,88%.

No segundo turno, o cenário mudou. Lula chegou a 1.898.391 votos, alcançando 51,54%, enquanto Flávio registrou 1.785.198 votos, equivalentes a 48,46%. Com isso, o presidente reeleito passou a liderar na capital fluminense. <Cite refs={[“turn570905search1″,”turn570905search10”]}/>

Em Macapá, capital do Amapá, Lula também conseguiu inverter a disputa municipal. No primeiro turno, o petista havia recebido 114.179 votos, ou 43,30%, enquanto Flávio somou 124.378 votos, correspondentes a 47,16%.

Na segunda votação, Lula chegou a 125.479 votos, alcançando 50,99%. Flávio terminou com 120.593 votos, ou 49,01%. O resultado garantiu ao petista a maioria dos votos válidos na capital amapaense.

Esses exemplos mostram como o comportamento do eleitorado pode variar entre as etapas de uma eleição. Mesmo quando um candidato termina o primeiro turno atrás, a votação seguinte pode alterar a distribuição dos votos em municípios específicos.

As mudanças registradas nas capitais, entretanto, não devem ser interpretadas isoladamente como explicação para todo o resultado nacional. A vitória presidencial foi definida pela soma da votação válida em todo o território eleitoral, com diferenças de desempenho entre regiões e municípios.

Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos e terminou com 51,79%

Outro dado que chama a atenção é o crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno. Segundo os números divulgados, o petista conquistou aproximadamente 10,3 milhões de votos adicionais na segunda etapa da eleição.

O crescimento foi quase três vezes maior que o registrado por Flávio Bolsonaro, que acrescentou cerca de 3,7 milhões de votos ao total obtido anteriormente.

No primeiro turno, Lula havia recebido aproximadamente 53,8 milhões de votos, enquanto Flávio alcançou cerca de 56,1 milhões. Na votação final, o petista chegou a 64,2 milhões, contra 59,8 milhões do adversário.

A mudança nos totais ajuda a entender como Lula reverteu a desvantagem inicial e terminou a eleição com uma diferença superior a quatro milhões de votos. O resultado definitivo confirmou 51,79% dos votos válidos para o candidato do PT e 48,21% para o candidato do PL. <Cite refs={[“turn570905search1″,”turn570905search3”]}/>

Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhecia a vitória do adversário e disse que pediria a anulação do pleito. A declaração representa a posição do candidato derrotado, mas não altera, por si só, a totalização oficial dos votos divulgada pela Justiça Eleitoral.

A eventual contestação do resultado depende dos procedimentos legais aplicáveis e da análise das autoridades competentes. Uma declaração pública de inconformismo não equivale à anulação de uma eleição.

Os números municipais e nacionais, portanto, revelam dois aspectos distintos da disputa: a mudança de desempenho em milhares de cidades e a ampliação da votação total de Lula entre os turnos. O levantamento do TSE permite dimensionar essa movimentação, sem que o avanço municipal deva ser confundido com uma vitória em todos os locais onde o candidato melhorou sua votação.

Perguntas frequentes sobre o resultado das eleições de 2026

1. O que significa um candidato avançar eleitoralmente em um município?

Significa que seu desempenho melhorou em relação ao primeiro turno, seja porque ampliou a vantagem sobre o adversário ou porque reduziu a diferença onde estava atrás. Isso não significa necessariamente que tenha vencido na cidade.

2. Por que as eleições presidenciais podem ter dois turnos?

No Brasil, a eleição presidencial pode ter segundo turno quando nenhum candidato alcança mais da metade dos votos válidos no primeiro. A etapa seguinte reúne os dois candidatos mais votados para definir o vencedor.

3. Votos brancos e nulos entram no cálculo dos percentuais dos candidatos?

Não. Os percentuais de votação dos candidatos são calculados sobre os votos válidos. Votos brancos e nulos são contabilizados separadamente e não são atribuídos a nenhum candidato.

4. Onde é possível consultar os resultados oficiais por município?

Os eleitores podem consultar os resultados e os dados da apuração nos canais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza informações sobre a votação por localidade.

5. Uma candidatura pode pedir a anulação de uma eleição depois da divulgação do resultado?

Questionamentos eleitorais podem ser apresentados pelos meios jurídicos previstos na legislação, desde que atendidos os requisitos aplicáveis. A apresentação de um pedido, contudo, não significa que a eleição será anulada: a decisão depende da análise das autoridades competentes.