Cenario Nacional Noticias

Último dia de campanha leva Lula e Flávio às ruas em mobilizações no Rio e em BH; VEJA FOTOS

Lula faz caminhada em Copacabana, enquanto Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em Belo Horizonte e segue para o Rio. Veja como foram os últimos atos antes da eleição.

A véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcada por mobilizações de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Neste sábado (24), os dois candidatos realizaram atos políticos na Região Sudeste, buscando mobilizar apoiadores e eleitores antes da votação marcada para domingo (25).

Lula iniciou a agenda pela manhã na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou de uma mobilização em Belo Horizonte, em Minas Gerais, com motociata e concentração de apoiadores na Praça da Liberdade. Ao longo do dia, os dois candidatos também tinham compromissos previstos em outras localidades.

As movimentações ocorreram nas últimas horas de campanha de rua permitidas pela legislação eleitoral. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas, distribuição de material gráfico e circulação de carros de som com mensagens eleitorais podem ocorrer até as 22h da véspera da votação.

Além das mobilizações, o sábado foi marcado por declarações e provocações entre os adversários. Lula voltou a criticar Flávio após o debate presidencial da TV Globo, realizado na sexta-feira (23). Já a mobilização do senador em Belo Horizonte contou com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que conduziu parte do evento.

Com o encerramento da campanha de rua se aproximando, as agendas dos candidatos concentraram a atenção na disputa presidencial e nas estratégias utilizadas para se comunicar com o eleitorado antes do segundo turno.

Lula caminha em Copacabana e critica Flávio Bolsonaro

A mobilização de Lula no Rio de Janeiro começou às 9h, com concentração no Posto 5 da Praia de Copacabana. O presidente participou de uma caminhada pela orla acompanhado de aliados políticos, integrantes do PT e representantes da administração municipal.

Entre os nomes presentes estavam a primeira-dama Janja Lula da Silva, a deputada federal Benedita da Silva, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), o prefeito Eduardo Cavaliere e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Antes do ato, Lula fez críticas ao adversário do PL, retomando o confronto verbal ocorrido durante a campanha. O presidente classificou a disputa como uma das mais difíceis de sua trajetória política em relação ao comportamento do oponente e acusou Flávio de mentir.

“Dessa vez, eu tive que disputar eleição com uma pessoa que não é uma pessoa, é uma mentira”, afirmou Lula, conforme as declarações divulgadas sobre o evento.

O petista também citou antigos adversários políticos, como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, ao comentar sua experiência em eleições anteriores.

As declarações foram feitas um dia após o debate presidencial da TV Globo, no qual Lula e Flávio discutiram temas relacionados à economia, à segurança pública e à atuação do governo federal. A troca de acusações continuou na reta final da campanha, com os dois candidatos apresentando críticas às posições e à atuação política do adversário.

A fala de Lula representa sua avaliação sobre o senador e o comportamento dele durante a disputa eleitoral. As acusações feitas no discurso devem ser compreendidas como declarações políticas, e não como comprovação independente das afirmações.

Além da caminhada em Copacabana, Lula tinha outro compromisso previsto para este sábado: uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo, com início programado para as 16h. A agenda fazia parte da programação final do presidente antes da votação de domingo.

Reprodução/ Bruna Lima/ Metrópoles
Reprodução/ Bruna Lima/ Metrópoles

Flávio Bolsonaro participa de motociata e ato na Praça da Liberdade

Em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro participou de uma mobilização que incluiu um ato na Praça do Papa e uma motociata em direção à Praça da Liberdade. O senador chegou à região por volta das 11h40 e seguiu em um trio elétrico durante parte da programação.

O deputado federal Nikolas Ferreira participou da condução do evento e interagiu com os apoiadores presentes. Em uma das falas, o parlamentar destacou que aquele era o último dia de campanha de rua e afirmou que não haveria discursos políticos no formato tradicional naquele momento.

Na sequência, Nikolas pediu ao DJ que tocasse a música “Tchau, Tchau PT”, incentivando a participação do público. A cena marcou um dos momentos da mobilização em Belo Horizonte, que reuniu apoiadores do candidato do PL.

A programação combinou deslocamento pela cidade, concentração de eleitores e manifestações de apoio à candidatura. Como ocorreu com o ato de Lula no Rio, a mobilização de Flávio fez parte da estratégia de campanha para as últimas horas antes da eleição.

O senador também tinha uma agenda prevista no Rio de Janeiro para a tarde de sábado. O compromisso estava marcado para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. A programação divulgada incluía uma carreata, ampliando a presença do candidato em dois dos principais centros urbanos do Sudeste no mesmo dia.

As agendas no Rio e em Belo Horizonte mostram como os dois candidatos organizaram seus últimos compromissos presenciais antes do segundo turno. Enquanto Lula começou o dia com uma caminhada em Copacabana e tinha outro ato previsto em São Paulo, Flávio iniciou a programação em Minas Gerais antes de seguir para o Rio.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

O que a legislação permite no último dia de campanha

O sábado (24) marcou o encerramento do período permitido para determinadas atividades de propaganda eleitoral nas ruas antes do segundo turno. De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ser realizadas até as 22h da véspera da votação.

O mesmo limite se aplica à circulação de carros de som utilizados para divulgar jingles e mensagens dos candidatos, respeitadas as demais exigências legais. Os comícios, por sua vez, tiveram o prazo de realização encerrado anteriormente, na quinta-feira (22), conforme o calendário eleitoral de 2026.

No domingo (25), dia da votação, as regras são diferentes. A legislação permite manifestações individuais e silenciosas de preferência política, como o uso de camisetas, adesivos, bonés e bandeiras. Já manifestações coletivas que caracterizem propaganda eleitoral são proibidas.

Essas restrições buscam estabelecer limites claros para a atuação das campanhas no período imediatamente anterior e durante a votação. O descumprimento das normas pode resultar nas penalidades previstas na legislação eleitoral.

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro chega, assim, à fase decisiva depois de uma campanha marcada por debates, declarações públicas e mobilizações em diferentes regiões do país. Os atos deste sábado representam os últimos compromissos de rua antes de os eleitores comparecerem às urnas.

O resultado da eleição será definido pelos votos registrados e pela apuração oficial da Justiça Eleitoral. As mobilizações e declarações dos candidatos fazem parte do contexto da disputa, mas não determinam, por si só, o resultado do segundo turno.

Sobre os últimos atos de Lula e Flávio Bolsonaro

1. Por que Lula escolheu Copacabana para realizar sua caminhada?

Copacabana foi o local definido para a mobilização de campanha do presidente no Rio de Janeiro. A concentração ocorreu no Posto 5, na orla da praia, com caminhada pela região.

2. Quem acompanhou Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte?

O deputado federal Nikolas Ferreira participou da mobilização e conduziu parte da programação, incluindo a interação com o público e o pedido de músicas durante o ato.

3. Até que horário os candidatos podem fazer caminhadas e carreatas na véspera da eleição?

As atividades de campanha de rua permitidas pela legislação, como caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico, podem ocorrer até as 22h do sábado anterior à votação.

4. O que os eleitores podem fazer no dia do segundo turno para demonstrar apoio a um candidato?

No dia da votação, são permitidas manifestações individuais e silenciosas de preferência política, como usar camisetas, bonés, adesivos e bandeiras. Atos coletivos que caracterizem propaganda eleitoral não são permitidos.